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Maranhão

No oeste do Maranhão, a Amazônia surpreende em pleno Nordeste. Sua Reserva do Gurupi protege florestas profundas e rios sinuosos.

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Confira também

AC
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Acre

Extremo oeste do Brasil, o Acre é o último lugar do país a se despedir do Sol. Sua Serra do Divisor é um dos lugares mais biodiversos do planeta.

AP
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Amapá

Na capital Macapá, você fica com um pé em cada hemisfério. Na fronteira com a Guiana Francesa, Oiapoque ilustra a grandeza brasileira, dando vida à expressão “do Oiapoque ao Chuí”.

AM
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Amazonas

Maior estado do Brasil, abriga o Pico da Neblina, o mais alto do país. É lá também o Encontro das Águas, onde o rios Negro e Solimões fluem lado a lado.

MT
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Mato Grosso

Sabia que o Mato Grosso também é Amazônia? No Parque Estadual do Cristalino, rios claros serpenteiam sob a copa das árvores.

PA
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Pará

Maior produtor de açaí do mundo, o Pará abriga Belém, cidade amazônica pulsante. Além da Ilha de Marajó, onde búfalos cruzam praias de rio na foz do Amazonas.

RO
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Rondônia

Em Rondônia, geoglifos milenares desenham a terra no meio da Amazonia. No Rio Madeira, o céu explode em cores sobre uma das águas mais imponentes da Amazônia.

RR
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Roraima

O Monte Roraima fica na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. No topo de suas paredes verticais, a paisagem é simplesmente surreal.

TO
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Tocantins

Estado mais jovem do Brasil, o Tocantins tem o Bico do Papagaio, onde rios caudalosos e florestas fechadas revelam o encontro entre Amazônia e Cerrado.

Um giro pela história africana no passado, presente e futuro do Maranhão

O Centro Histórico de São Luís, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, guarda diferentes nuances da história da cidade. No tour Cidade Griot, a caminhada guiada apresenta esse território a partir da memória e das contribuições da população negra na formação cultural maranhense. 

O percurso começa na Catedral da Sé e segue por ruas e praças abordando temas como trabalho escravizado, religiosidade, organização social e a presença africana na arquitetura e na vida cotidiana. Entre as paradas estão o Palácio dos Leões, o Beco Catarina Mina – que homenageia uma importante comerciante negra do século XIX – e o Mercado das Tulhas, onde o artesanato tradicional é a lembrancinha perfeita para presentear alguém especial. 

O roteiro inclui também visita ao Museu do Reggae e à Praça da Liberdade, onde está o Monumento à Diáspora Africana. Conduzido pela primeira agência afrofuturista do Maranhão, o passeio propõe um olhar atento às histórias e práticas culturais advindas da população negra pensando também no futuro da cidade de São Luís como este espaço de identidade viva.

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Memória e cultura preta no Quilombo da Liberdade

O bairro da Liberdade, em São Luís, é reconhecido como o maior quilombo urbano da América Latina. Formado por comunidades como Liberdade, Camboa e Fé em Deus, o território reúne uma forte tradição cultural africana, construída ao longo de gerações por moradores que mantêm vivas manifestações, saberes e formas de organização comunitária. 

A visita começa em um encontro com os grupos tradicionais de Bumba-meu-boi, como o Boi da Floresta, ligado ao sotaque da Baixada, e o Boi de Leonardo, do sotaque de zabumba. Mestres e brincantes apresentam instrumentos, indumentárias e histórias das toadas que fazem parte dessa celebração reconhecida como patrimônio cultural brasileiro. 

O percurso inclui também o espaço comunitário conhecido como Novo Quilombo, onde objetos do cotidiano, registros históricos e relatos de moradores ajudam a compreender a formação do bairro e a presença da diáspora africana na cidade. Em rodas de tambor de crioula e momentos de convivência, música e dança revelam como essas tradições continuam presentes no dia a dia. Uma celebração da Amazônia negra pulsante em cada canto dessa vasta região.

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Conheça a Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses

No litoral do Maranhão, a Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses reúne uma das maiores extensões contínuas de manguezais do planeta. Criada em 1991, a unidade de conservação abrange uma extensa planície costeira marcada por estuários, igarapés e furos que conectam o mar aos rios. O visitante pode ser guiado por guias locais pelos canais do manguezal, especialmente em comunidades como Cururupu. 

Em pequenas embarcações, o percurso acompanha o ritmo das marés e atravessa os braços d’água que recortam a paisagem. Durante o trajeto, é possível observar áreas de alimentação de aves e ninhais que fazem da região um ponto importante para espécies migratórias e para o guará-vermelho. 

À medida que o barco avança lentamente, a água reflete o céu do litoral amazônico. As raízes do mangue surgem e desaparecem conforme a maré sobe ou recua. Nesse movimento constante entre rio e oceano, os moradores desse território vivem no compasso das águas.