
Acre
Extremo oeste do Brasil, o Acre é o último lugar do país a se despedir do Sol. Sua Serra do Divisor é um dos lugares mais biodiversos do planeta.

No oeste do Maranhão, a Amazônia surpreende em pleno Nordeste. Sua Reserva do Gurupi protege florestas profundas e rios sinuosos.
O Centro Histórico de São Luís, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, guarda diferentes nuances da história da cidade. No tour Cidade Griot, a caminhada guiada apresenta esse território a partir da memória e das contribuições da população negra na formação cultural maranhense.
O percurso começa na Catedral da Sé e segue por ruas e praças abordando temas como trabalho escravizado, religiosidade, organização social e a presença africana na arquitetura e na vida cotidiana. Entre as paradas estão o Palácio dos Leões, o Beco Catarina Mina – que homenageia uma importante comerciante negra do século XIX – e o Mercado das Tulhas, onde o artesanato tradicional é a lembrancinha perfeita para presentear alguém especial.
O roteiro inclui também visita ao Museu do Reggae e à Praça da Liberdade, onde está o Monumento à Diáspora Africana. Conduzido pela primeira agência afrofuturista do Maranhão, o passeio propõe um olhar atento às histórias e práticas culturais advindas da população negra pensando também no futuro da cidade de São Luís como este espaço de identidade viva.

O bairro da Liberdade, em São Luís, é reconhecido como o maior quilombo urbano da América Latina. Formado por comunidades como Liberdade, Camboa e Fé em Deus, o território reúne uma forte tradição cultural africana, construída ao longo de gerações por moradores que mantêm vivas manifestações, saberes e formas de organização comunitária.
A visita começa em um encontro com os grupos tradicionais de Bumba-meu-boi, como o Boi da Floresta, ligado ao sotaque da Baixada, e o Boi de Leonardo, do sotaque de zabumba. Mestres e brincantes apresentam instrumentos, indumentárias e histórias das toadas que fazem parte dessa celebração reconhecida como patrimônio cultural brasileiro.
O percurso inclui também o espaço comunitário conhecido como Novo Quilombo, onde objetos do cotidiano, registros históricos e relatos de moradores ajudam a compreender a formação do bairro e a presença da diáspora africana na cidade. Em rodas de tambor de crioula e momentos de convivência, música e dança revelam como essas tradições continuam presentes no dia a dia. Uma celebração da Amazônia negra pulsante em cada canto dessa vasta região.

No litoral do Maranhão, a Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses reúne uma das maiores extensões contínuas de manguezais do planeta. Criada em 1991, a unidade de conservação abrange uma extensa planície costeira marcada por estuários, igarapés e furos que conectam o mar aos rios. O visitante pode ser guiado por guias locais pelos canais do manguezal, especialmente em comunidades como Cururupu.
Em pequenas embarcações, o percurso acompanha o ritmo das marés e atravessa os braços d’água que recortam a paisagem. Durante o trajeto, é possível observar áreas de alimentação de aves e ninhais que fazem da região um ponto importante para espécies migratórias e para o guará-vermelho.
À medida que o barco avança lentamente, a água reflete o céu do litoral amazônico. As raízes do mangue surgem e desaparecem conforme a maré sobe ou recua. Nesse movimento constante entre rio e oceano, os moradores desse território vivem no compasso das águas.