
Acre
Extremo oeste do Brasil, o Acre é o último lugar do país a se despedir do Sol. Sua Serra do Divisor é um dos lugares mais biodiversos do planeta.

Maior estado do Brasil, abriga o Pico da Neblina, o mais alto do país. É lá também o Encontro das Águas, onde o rios Negro e Solimões fluem lado a lado.
Às margens do Rio Negro, comunidades indígenas recebem visitantes interessados em conhecer práticas culturais e modos de vida cultivados por gerações. A imersão propõe um dia de convivência, aprendizado e troca com essas pessoas que mantêm relações profundas com o seu território e seus ancestrais.
O passeio começa em Manaus, de onde parte a lancha que segue pelo Rio Negro até comunidades como Nova Esperança, Três Unidos e Tumbira. Durante a visita, moradores apresentam seu cotidiano e compartilham conhecimentos preciosos transmitidos de forma oral, como o uso de plantas, técnicas de manejo e a produção de artesanato. Parte da experiência inclui uma caminhada guiada pela floresta, conduzida por anfitriões indígenas que mostram espécies vegetais e explicam como elas são usadas na alimentação, na cura e na construção de objetos do dia a dia.
O almoço reúne preparações com ingredientes regionais e peixes de rio. Entre conversa e contemplação, a água escura do Negro encontra o visitante como um espelho: o reflexo mostra uma abertura para entender a Amazônia a partir de quem cuida dela.

Com centenas de ilhas espalhadas ao longo do Rio Negro, o Parque Nacional de Anavilhanas abriga um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo. A experiência de três dias em Novo Airão reúne trilhas, navegação pelos igapós e encontros com iniciativas culturais e comunidades.
O roteiro começa em Manaus e segue por estrada até Novo Airão, porta de entrada para o parque. A programação inclui passeios de barco pelos canais de Anavilhanas, caminhadas guiadas pela floresta e visitas a formações naturais como a Pedra do Sanduíche e as Grutas do Madadá. Durante o percurso, guias locais apresentam as suas vidas e os seus saberes aos visitantes, partilhando uma visão de mundo onde cada elemento da natureza é como um antigo parente seu.
Entre os encontros estão visitas à comunidade Makuità, ligada à etnia Lanawa, oficinas de artesanato com artesãos do povo Baré e a Fundação Almerinda Malaquias, iniciativa voltada ao reaproveitamento de madeira e educação ambiental. Da produção de farinha ao trabalho artesanal com sementes e madeira, tudo se torna um aprendizado. A observação dos botos é um espetáculo à parte, para guardar no coração.

A culinária amazônica revela muito sobre a memória viva dos povos originários e seus hábitos alimentares na cultura nortista. Os pratos típicos estão atrelados ao cotidiano de forma extremamente natural. Por isso, no Até o Tucupi Tour, por cerca de quatro horas, o visitante conhece e experimenta ingredientes, receitas e modos de preparo que fazem parte da vida em Manaus.
O encontro acontece no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, de onde o grupo percorre ruas e mercados do centro histórico acompanhado por um guia local. O roteiro inclui paradas em feiras e no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, onde frutas, peixes e temperos mostram a diversidade de ingredientes que chegam diariamente à cidade.
Durante o percurso, os participantes experimentam preparações tradicionais como tacacá, tambaqui assado e o sanduíche x-caboquinho, além do açaí consumido com farinha e peixe frito. Entre uma degustação e outra, o guia apresenta histórias sobre os produtos, do tucumã e da pupunha às técnicas de preparo com tucupi e jambu. Um conhecimento ancestral que o visitante leva na ponta da língua.
