
Acre
Extremo oeste do Brasil, o Acre é o último lugar do país a se despedir do Sol. Sua Serra do Divisor é um dos lugares mais biodiversos do planeta.

Na capital Macapá, você fica com um pé em cada hemisfério. Na fronteira com a Guiana Francesa, Oiapoque ilustra a grandeza brasileira, dando vida à expressão “do Oiapoque ao Chuí”.
Com cerca de 8,8 milhões de hectares, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque é o maior parque nacional de floresta tropical do planeta. A experiência de quatro dias convida o visitante a percorrer rios e trilhas, conhecendo de perto as paisagens amazônicas.
A jornada começa em Macapá, cidade atravessada pela Linha do Equador. De lá, o trajeto segue por terra até a Serra do Navio, onde comunidades ribeirinhas vivem diretamente conectadas aos rios. O roteiro inclui refeições preparadas por moradores locais, visitas a casas de farinha e momentos de convivência que apresentam práticas e saberes do cotidiano amazônico.
Nos dias seguintes, a viagem continua pelo interior do parque. Trilhas interpretativas, caminhadas pela floresta e banhos em cachoeiras fazem parte do percurso. Entre o som das águas correndo e o calor amazônico, você se torna cada vez mais presente e entra, enfim, no sensível da floresta e das pessoas que vivem junto dela.

Há um lugar no norte do Brasil onde a geografia do planeta pode ser percebida no próprio corpo. O Marco Zero do Equador marca a passagem da linha imaginária que divide a Terra entre os hemisférios Norte e Sul. Inaugurado em 1987, o monumento possui um obelisco de cerca de 30 metros de altura e um espaço aberto que convida moradores e visitantes a caminhar sobre os dois pontos.
Uma das experiências mais conhecidas acontece durante os equinócios, em março e setembro, quando o sol se alinha com a abertura circular no topo do obelisco. Nesse momento, a luz atravessa o monumento e toca exatamente a linha do Equador marcada no chão. A data costuma reunir visitantes em atividades culturais que celebram a astronomia, o território e a vida urbana.
Ao caminhar pelo espaço, é possível atravessar os dois hemisférios em poucos passos como quem brinca de amarelinha. Sob o céu claro da região equatorial, a luz muda lentamente ao longo do dia, lembrando que o planeta segue em movimento e a maré do Amazonas encontra Macapá sorrindo.

Água doce acaricia água salgada no Parque Nacional do Cabo Orange. Criado em 1980 e localizado entre os municípios de Oiapoque e Calçoene, o parque protege uma extensa área de manguezais, planícies alagadas e florestas de várzea. Nessa região costeira da Amazônia, a maré molda o cotidiano das pessoas que preservam uma grande diversidade de aves, peixes e mamíferos aquáticos.
Uma das experiências mais comuns começa com a viagem de Macapá até o norte do estado e segue por barco pelos rios da região, especialmente pelo Rio Cassiporé, principal acesso ao parque. A navegação leva até as comunidades ribeirinhas próximas à área protegida e a pontos de observação da paisagem costeira. Passeios guiados incluem caminhadas curtas em áreas de mangue, observação de aves e acompanhamento do ritmo das marés que transformam o cenário ao longo do dia.
Ao final da tarde, o céu se abre sobre os campos alagados e o vento que vem do oceano move lentamente a superfície da água. No mangue, guarás e garças se exibem em voos exuberantes que os visitantes logo querem registrar para nunca esquecer.
