
Amapá
Na capital Macapá, você fica com um pé em cada hemisfério. Na fronteira com a Guiana Francesa, Oiapoque ilustra a grandeza brasileira, dando vida à expressão “do Oiapoque ao Chuí”.

Extremo oeste do Brasil, o Acre é o último lugar do país a se despedir do Sol. Sua Serra do Divisor é um dos lugares mais biodiversos do planeta.
Há lugares na Amazônia onde o tempo passa num compasso único. No município de Feijó, às margens do Rio Envira, uma imersão de oito dias convida visitantes a conhecer de perto o cotidiano do povo Shanenawa, cujo nome significa “povo do pássaro azul”.
A jornada começa em Rio Branco e segue por estrada até a aldeia, onde os visitantes são recebidos com cantos e danças tradicionais. Nos dias seguintes, a experiência revela diferentes aspectos da cultura desse povo: trilhas pela floresta com guias da comunidade, contato com o artesanato, pintura corporal e conversas sobre a relação entre território, memória e espiritualidade. Para quem desejar, há ainda a possibilidade de participar de cerimônias tradicionais conduzidas pelas lideranças espirituais.
Ao longo da estadia, o olhar sobre a floresta, antes distante, muda a partir do que se aprende na intimidade com as pessoas. Marcada também pelo plantio de árvores, nesta experiência o visitante leva consigo não só as suas memórias, mas aquelas partilhadas por gerações de guardiões do território.

No extremo oeste do Acre, o Parque Nacional da Serra do Divisor reúne uma das maiores diversidades de aves da Amazônia. São mais de 480 espécies registradas, entre elas, aves endêmicas e raras, que fazem da região um importante destino para quem pratica observação de aves.
A expedição começa em Cruzeiro do Sul e segue até Mâncio Lima, porta de entrada do parque. Durante sete dias, os participantes percorrem trilhas guiadas nas primeiras horas da manhã, quando a floresta desperta em cantos dos pássaros e o movimento das copas das árvores. Com os guias locais especializados, o grupo aprende técnicas de identificação por som e comportamento, observando espécies como a choca-do-acre, além de araras, tucanos e beija-flores.
À tarde, o roteiro inclui caminhadas pela mata e visitas a cachoeiras formadas pelos rios da região. Entre observações e conversas sobre o ecossistema local, o visitante descobre como aves, rios e floresta formam um mesmo sistema vivo. Ao final da jornada, o que fica é um olhar mais atento sobre as diferentes faces da Amazônia.

A Trilha Chico Mendes percorre a Reserva Extrativista Chico Mendes, no sudeste do Acre, território criado para proteger a floresta e o modo de vida das populações extrativistas. A reserva reúne áreas de floresta tropical com igarapés e antigos seringais onde estão as seringueiras que fazem parte da história do Brasil e da economia local. Nesse ambiente vivem famílias que mantêm práticas de coleta de castanha, extração de látex e agricultura de pequena escala.
Com cerca de 90 quilômetros de extensão, a trilha pode ser percorrida em travessias de quatro a cinco dias. O percurso segue caminhos historicamente usados por seringueiros entre colocações dentro da reserva. Durante a caminhada, visitantes atravessam trechos de floresta, pequenos rios e áreas de produção extrativista, com paradas para refeições e pernoites nas casas de moradores.
Esse contato direto permite conhecer histórias da criação da reserva e o cotidiano das comunidades que vivem ali. Ao longo da travessia, o ritmo é marcado pela sombra das árvores altas. Caminhar por esse território faz a gente entender mais sobre a vida das pessoas que seguem cultivando um futuro para todos com a floresta de pé.
